terça-feira, 15 de setembro de 2009

9 comentários:

  1. Mesmo diante de tantas discussões, estudos, teorias ainda permanece em algumas práticas o ensino da leitura e escrita passo a passo, isto é: primeiro as vogais, depois as consoantes, as sílabas, as famílias etc., para só depois aprender a ler e escrever. Será que isso é mesmo necessário? Qual a opinião de vocês sobre esse processo?

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  2. Diante do desconhecido, tudo é difícil. Não é pelo fato de que conhecer a palavra oralmente que, para escrever esta palavra, deva contar com a mesma facilidade e familiaridade.Faz necessario passar pelo um processo.

    celceane marcelo

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  3. Segundo FREIRE, “a leitura de mundo precede a da palavra” com isso querendo alertar para o respeito que os educadores devem ter com essa leitura de mundo de seus alunos, pois esta se inicia muito antes de o indivíduo cursar as séries iniciais e aprender a decifrar o código. Então antes do processo do mecanismo da escrita, é preciso uma compreensão do aluno acerca do processo de aprendizagem da língua portuguesa
    (alfabetização) articulado com os conteúdos de modo interpretativo, para compreender o que foi lido e saber fazer uso da palavra.

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  4. O processo de alfabetização com esta natureza mecânica submete os sujeitos da EJA ao mesmo processo linear, apesar de estarem em níveis diferentes.
    Portanto, penso que esse processo não seja necessário e nem adequado.
    E partindo da frase célebre de Paulo Freire: "A leitura do mundo precede a leitura da palavra", o importante é que a prática da escola não esteja descontextualizada, ou seja, não se distancie da realidade dos sujeitos.
    Vale ressaltar que o aluno traz consigo uma bagagem muito rica de conhecimentos construídos na relação social, que deve ser valorizada, explorada e respeitada.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Aprender a ler e a escrever é importante no processo de formação do aluno, mas diante das discussões sobre o EJA em sala de aula com a professora Cássia percebi q a leitura de mundo torna-se mais importante na formação do aluno, pois o mesmo aprende a ler a sociedade com outros olhos, podendo atuar no processo sócio-político.

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  7. A importância da leitura de mundo não retira, nem diminui o valor da leitura da palavra, principalmente, considerando que vivemos numa sociedade grafocêntria, onde a possibilidade de participação econômica, política, social e cultural torna-se restrita, senão impossível, quando não se possui o domínio da escrita.
    Assim, durante as aulas busco refletir sobre o processo de alfabetização de pessoas jovens, adultas e idosas para além de um período de memorização de letras, sílabas e palavras, de uma mera aquisição “técnica”. A alfabetização como afirma Freire é um processo fundamentalmente político e como tal deve possibilitar aos excluídos dos direitos sociais e políticos terem acesso aos bens culturais que lhes fora sonegado, tais como: a leitura e a escrita. Esses se constituem como um verdadeiro instrumento de poder indispensáveis na luta pela conquista do direito à educação, pela participação no poder e pela transformação social.

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  8. Acredito que essa discussão sobre alfabetização seja bem interessante para que possamos ressignificar a nossa concepção de alfabetização e compreender melhor a teoria freiriana. Assim, proponho ao grupo pesquisar sobre a proposta de Freire de alfabetização, no que se refere ao "Método Paulo Freire". O que significa codificação, descodificação, análise e síntese, em Freire?

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  9. A alfabetização não pode ser executada de forma fragmentada e descontextualizada, pois, riscos, sílabas e letras isoladas não se constituem eficazmente na prática, bem como, uma infinidade de exercícios repetitivos e de memorização que não tem dado bons resultados. É muito importante que o leitor busque significado no texto, para isso, é necessário que o professor reconheça os conhecimentos adquiridos pelos alunos durante as experiências do dia-a-dia, seja no trabalho, no convívio com a família ou com amigos, podendo fazer isto através de texto de uso social (cartas, poemas, receitas...). Uma vez que, é de grande relevância que estes sintam estimulados e reconheçam que está tendo uma aprendizagem significativa. Logo, texto tem que ser trabalhado na íntegra, para que motive o educando a refletir, questionar e construir as idéias numa perspectiva histórico-social.

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AULA 3 - HISTÓRICO DA EJA